Catador de latinhas do ES aprende a ler e escrever aos 78 anos

Não é a toa que Gumercino Sabino é um homem de poucas palavras. Aos 78 anos, o tímido catador de latinhas de Vila Velha, no Espírito Santo, ainda não tinha aprendido a ler e escrever. Incentivado pela vontade de ler a bíblia sem precisar de ajuda, ele se matriculou em um projeto de alfabetização da prefeitura do município e já se tornou o ‘xodó’ da turma. Prestes a completar um mês de aula, o aprendiz já conhece as letras do alfabeto e se arrisca a soletrar algumas palavras. O que Gumercino não sabe é que, mesmo analfabeto, ele já escreve uma bela história.

Gumercino nasceu em São Gabriel da Palha, no Noroeste do estado, e foi para a Grande Vitória na década de 60. Na época, ele já tinha 11 filhos, que criou sozinho após a morte da esposa. Já na terceira idade, o trabalhador lamentava não ter tido a oportunidade de estudar. Agora, aposentado, ele incrementa a renda familiar catando latinhas.

O tempo livre, que gasta com atividades como ir à igreja, deu um empurrãozinho à ideia de frequentar a escola. “Eu ia para a igreja, ouvia o pastor falar e não entendia muito bem. É bom aprender, é bom ler uma bíblia e um jornal sem outra pessoa”, disse. Sem perder mais tempo, ele se matriculou no projeto Educação de Jovens e Adultos (EJA), da Prefeitura de Vila Velha, e frequenta as aulas na Unidade de Ensino Fundamental (Umef) Deputado Mikeil Chequer, em Boa Vista II.

egundo a professora Jucilene Barreira , a dedicação e o empenho do aluno tornam a missão mais fácil. “É um aluno muito interessado, muito querido. Frequenta as aulas, não falta, está sempre de bom humor. Isso ajuda muito no aprendizado”, disse. Mas, para Gumercino, a tarefa de ser alfabetizado ainda encontra pequenos obstáculos. Com bom humor, ele resume o que já aprendeu: “As letras eu já conheço, o difícil é juntar”, conta, com uma risada tímida.

A redução do analfabetismo é um projeto prioritário da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Secretaria de Educação de Vila Velha. Como Gumercino, os moradores do município que ainda não tiveram a oportunidade de estudar terão essa nova chance através do Projeto Brasil Alfabetizado (PBALFA).

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Pedreiro pedala 42 quilômetros todo dia para cursar Direito no ES

Para estar cada vez mais perto de realizar um grande sonho, o pedreiro Joaquim Corsino dos Santos pedala, diariamente, entre Cariacica, onde mora, até Vitória, onde fica a faculdade de Direito em que ele estuda. A distância, cerca de 21 quilômetros entre um município e outro, não desanima o estudante. Gastando mais de uma hora para chegar à faculdade, agora ele decidiu largar o trabalho para focar nos estudos. “É meu sonho, e chegarei lá”, garante.

Joaquim nasceu em Tarumirim, Minas Gerais. O pai, Agenor, e a mãe, Ana Clara, eram trabalhadores rurais. Ele contou que quando mais novo ajudava a família na roça, mas sempre sonhou alto. “Não queria aquela vida para mim. Queria mesmo era estudar”, contou. Com mais de 20 anos, ele terminou o curso técnico de Administração. Segundo ele, na época, precisou trabalhar e passou anos sem estudar

Em 1980, Joaquim tentou vestibular na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), para Ciências Contábeis, e não passou. Depois disso, ele foi trabalhar como auxiliar de pedreiro e, mais tarde, como pedreiro, ganhando um salário melhor. Mesmo assim, nunca abandonou o sonho de ser advogado. “Passei a guardar parte do que ganhava para pagar uma faculdade de Direito. Ao todo, em toda a minha vida de trabalho, consegui juntar uns R$ 50 mil”, disse.

Segundo ele, o trajeto feito entre a casa e a faculdade dura mais de uma hora. Além da distância e do cansaço, ele ainda teve que enfrentar outros contratempos. “Saio de casa, de bicicleta, para estudar à noite, e levo quase uma hora e meia só de ida. Há uns seis meses, roubaram uma roda bicicleta, e tive que voltar de ônibus”, contou.
Focado no futuro, ele contou que parou com o trabalho para se dedicar ao sonho. “Agora, decidi dar uma parada no trabalho só para estudar. Adoro ler a Constituição Federal. Meu sonho é concluir o curso, tirar minha carteira da Ordem dos Advogados e passar em concurso para ser delegado de polícia. É meu sonho, e chegarei lá”, finalizou.

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Apaixonado misterioso espalha faixas com música de Marisa Monte para se declarar

Dos acordes de Marisa Monte para uma rua de Barbacena: um apaixonado misterioso decidiu se declarar espalhando faixas com a letra de uma das músicas da cantora carioca pela cidade da região central de Minas Gerais

Ao todo, 23 cartazes foram colocados nas árvores ao longo da via com a canção “A sua”, lançada em 2001 por Marisa

A pergunta que intriga os moradores é quem foi o autor ou autora das declarações. Outro detalhe também tira o sono dos curiosos que passam admirados pelos cartazes: para quem eles foram feitos?

Segundo os moradores da rua, as faixas foram colocadas de madrugada, para dificultar um flagrante

A declaração apaixonada dividiu opiniões. Para uns é “perda de tempo”. Para outros, apenas mais uma prova de amor.

Via Guilherme Boaceff 

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Presos tomam conta de mulher de 102 anos

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Filha de um fazendeiro de Pelotas (RS), Maria Ribeiro da Silva Tavares deixou o pai de cabelo em pé quando decidiu gastar toda a herança de viúva para levar presos de alta periculosidade para viver em sua própria casa, ao lado do filho pequeno.

 Maria já trabalhava como voluntária no Presídio Central de Porto Alegre, quando perdeu o marido. Em 1936, aos 24 anos de idade, conseguiu convencer a direção do local a dar abrigo a 36 presos.

 No primeiro dia fora do presídio, antes de iniciarem o trabalho que ela conseguiu para todos em obras da prefeitura, Maria concedeu a eles um privilégio: eles poderiam visitar a família, desde que voltassem à tarde. Nenhum deles fugiu.

Hoje, 78 anos depois, a assistente social de 102 anos continua morando no local em que 63 homens cumprem pena do regime semiaberto.

 A maioria deles tem entre 35 e 45 anos e foi condenada por tráfico de drogas e homicídio. A taxa de fuga é considerada baixa, em média uma por mês, principalmente porque não há grades nem celas no local.

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Doze anos atrás, Roberto Sotello era um dos candidatos a viver no patronato. “A direção [da época] não me aceitou. Diziam que eu era muito perigoso. Mas ela argumentou que a casa não era para os santinhos”, lembra ele, que desde então atua como cuidador da idosa.

No último “veraneio”, como os gaúchos chamam as férias de verão, ele levou Maria para acampar com sua família durante cinco dias na lagoa dos Patos (RS). Mesmo de cadeira de rodas, ela tomou banho no rio.

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Quando Sotello não está por perto, os outros “anjos”, como ela chama os presos, tomam conta de Maria.

Em uma ocasião, ela levou os criminosos para trabalhar na fazenda de uma amiga, entre eles um condenado por estrangular várias mulheres. Durante a noite, ao sair do quarto, encontrou quatro presos dormindo em frente ao aposento para protegê-la. O episódio foi relatado no “Jornal do Brasil”, em 1974.

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Prestes a completar 103 anos, em novembro, Maria está lúcida, mas ouve mal e se locomove principalmente em cadeira de rodas.

“Não existem criaturas irrecuperáveis, mas métodos inadequados”. É assim que Maria iniciou seu trabalho de conclusão de curso de Serviço Social pela PUC-RS. Publicado originalmente em 1948, a pesquisa sobre o sistema carcerário foi republicada em 2013 pela Ajuris (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul), em um seminário em sua homenagem.

No trabalho, Maria descreve a “metodologia” de tratamento dos presos, baseada em confiança, diálogo e respeito. Maria aponta entre as principais “causas de delinquência” os “lares desajustados” e recomenda como tratamento preventivo o “amparo à família, reajustamento do lar e assistência à infância”.

Dica do Guilherme Boaceff e do Ricardo Melo 

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Update 23/9/2014 - 11:35

Uma leitora informou ao blog que infelizmente Dona Maria faleceu neste domingo. Sua história será lembrada com carinho. 

Jovem cria página para encontrar doador

Poliana tem 24 anos, recém-formada em enfermagem, a jovem trabalhava no Hospital Universitário de Cascavel, quando decidiu fazer um exame de rotina e foi diagnosticada com leucemia.

A descoberta da doença foi no mês de abril deste ano, desde então a jovem travou uma batalha em busca da cura, principalmente quando os médicos disseram que ela precisa de um transplante de medula óssea.

Depois de descobrir a necessidade do transplante, Poliana procurou um doador na própria família, mas não houve compatibilidade e por isso, com a ajuda de amigos, ela decidiu criar uma página nas redes sociais para tentar encontrar um doador.

A página do Facebook ‘Amigos da Poli’ foi criada em agosto e já tem mais de quatro mil seguidores.

Poli, como é chamada pela família e amigos está passando por sessões de quimioterapia e sabe que as chances de localizar um doador de medula óssea compatível são raras – uma em cada 100 mil – mesmo assim, encontra forças nas mensagens positivas para não desistir.

Somente o Hemocentro de Cascavel tem aproximadamente 8 mil pessoas cadastradas. No ano passado três delas foram convocadas para doar medula óssea e é por isso que Poliana não perde as esperanças e sabe que tem chances de encontrar alguém compatível.

“Faço um apelo para que as pessoas busquem o Hemocentro, realizem a coleta e entrem no cadastro. Pode ser que eu não encontre o meu doador, mas sei que entre esses voluntários pode haver algum que ajude outras pessoas que também precisam”, diz Poliana.

Via Fran Sayuri 

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Cidade espanhola substitui touros por bolas gigantes em corrida tradicional

Depois de anos de protestos de ativistas e críticas da comunidade internacional, a cidade espanhola de Mataelpino, na região central da Espanha, modificou um dos eventos mais tradicionais da região. Esse ano, a corrida de touros local não teve animais enfurecidos correndo atrás do públicos pelas ruas, mas sim imensas bolas de isopor das quais os participantes tentaram se esquivar.

O evento, comum em muitas cidades espanholas, recebe muitas críticas pelo mundo todo. Além da crueldade com os animais que ficam com medo, desnorteados e acabam feridos, muitas moradores e visitantes também saem machucados e chifrados do festival anual.

As críticas e protestos crescentes fizeram com que as autoridades locais pensassem uma alternativa para manter o festival e acabar com os maus tratos. Os touros foram substituídos por imensas bolas de poliestireno (isopor) que desceram ladeira abaixo em direção à velha praça da cidade.

Algumas dessas bolas podem pesar 125 kg e correm muito rapidamente o que ajuda a manter o grau de dificuldade e adrenalina do desafio. Agora, até mesmo crianças podem participar da brincadeira o que não era possível no antigo formato do festival.

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Campanha estimula amizades no ônibus

Nos ônibus de Pelotas (RS), há bancos reservados para fazer amizades. Nada de ficar de olho apenas na tela do celular. A ideia é conversar com gente nova.

A campanha “Alimentando Amizades” foi elaborada da agência Mark+, criadora do Troco Coletivo, para a Biscoitos Zezé, empresa de alimentação, e está em todas as linha de ônibus da cidade gaúcha há uma semana.

Cada veículo recebe cinco adesivos. Eles têm um bloco com temas que podem servir para quebrar o gelo e iniciar a conversa.

Um dos criadores da campanha, o publicitário Thomaz Brod Ballverdu, 22 anos, explica que a iniciativa é um experimento social e uma forma de proporcionar a reflexão. “É um incentivo a dar um descanso ao celular, tirar os fones de ouvidos e perceber quem está ao lado.”

Ele diz acreditar na eficácia da ação “pelo simples fato de que todos nós somos receptivos a uma boa conversa”. “O que falta, muitas vezes, é um estímulo que ajude a dar um pontapé inicial nessa conversa”, completa.

Thomaz conta que está nos planos expandir para as cidades gaúchas de Passo Fundo e Porto Alegre. O vídeo conta bem a história dessa iniciativa. 

Dica da Fabi KS 

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Mulheres se casam após 70 anos de namoro nos Estados Unidos

Mais de sete décadas depois de começarem a namorar, Vivian Boyack e Alice “Nonie” Dubes se casaram. Boyack, de 91 anos, e Dubes, de 90 anos, se uniram em uma cerimônia no sábado (6), em Davenport, no estado de Iowa, nos Estados Unidos. Ambas assistiram à celebração em cadeiras de rodas.

“Esta é a celebração de algo que deveria ter acontecido há muito tempo”, disse a reverenda Linda Sunsaker ao pequeno grupo de amigos e familiares que presenciaram a cerimônia.

As mulheres se conheceram quando ainda eram adolescentes em Yale, Iowa, e se mudaram juntas para Davenport em 1947, onde Boyack trabalhou como professora e Dubes se tornou bancária.

Dubes disse que as duas aproveitaram bastante a vida juntas, e ao longo dos anos viajaram por todos os 50 estados do país e todas as províncias do Canadá, além de visitarem a Inglaterra duas vezes. “Nós nos divertimos”, afirmou.

Já Boyack comentou que é preciso muito amor e esforço para manter um relacionamento durante 72 anos.

Um dos convidados da cerimônia, Jerry Yeast é amigo do casal desde que era um adolescente e trabalhou como jardineiro na casa delas. “Conheci essas duas mulheres minha vida toda, e posso lhe garantir, elas são especiais”, disse.

O estado de Iowa passou a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2009. Sobre a decisão de finalmente se unirem legalmente, as duas mulheres disseram que nunca é tarde demais para um novo capítulo na vida.

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Via Lola Hardman 

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Bebê com deficiência auditiva ouve voz do pai pela primeira vez

Em apenas três dias, um vídeo em que um bebê, de apenas 2 meses de vida, que nasceu com deficiência auditiva nos dois ouvidos, aparece escutando a voz do pai pela primeira vez, por meio de um aparelho auditivo, já foi visualizado por mais de 1 milhão de internautas.

A cena emocionante foi gravada e postada no site YouTube no último domingo (31). Os primeiros segundos do vídeo mostram a criança chorando pelo incomodo de ser obrigado a colocar um aparelho auditivo no ouvido direito. Em seguida, a expressão do pequeno Lachlan vai mudando a medida em que começa a escutar a voz do pai.

Em quase 1min e 30s de gravação, os olhos claros e espantados do bebê arrecadaram quase 4 mil curtidas no site.

Na legenda do vídeo, o pai da criança Toby Lever, que mora na Austrália, escreveu: “Nosso lindo filho Lachlan foi diagnosticado como tendo perda auditiva moderada a grave em ambos os ouvidos. Quando ele tinha 7 semanas de idade, ele recebeu os primeiros aparelhos auditivos. Sua reação quando os ouvidos foram ativados foi realmente incrível. Nós choramos de felicidade”.

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Nigeriano cria bonecas negras contra preconceito e supera venda de Barbie

A Nigéria é o país com a maior população negra do mundo. Mesmo assim, quando o nigeriano Taofick Okoya foi comprar um presente de aniversário para sua sobrinha, em 2006, só achou bonecas brancas nas lojas.

Surgiu, assim, a Queens of Africa (“rainhas da África”), uma empresa que hoje já vende mais bonecas na Nigéria do que a famosa Barbie.Foi então que o empresário de 44 anos, que na época era diretor-executivo da empresa familiar de utensílios de plástico, teve a ideia de fabricar bonecas que fossem da cor da imensa maioria das crianças de seu país.

A ideia é promover a auto aceitação e a confiança nas crianças africanas e nigerianas. Queria que elas gostassem de si mesmas e de sua raça. Percebi que a superexposição a bonecas e personagens brancos fazia com que elas desejassem ser brancas”, disse Okoya.

A Queens of Africa fabrica seis modelos de bonecas, que representam os três maiores grupos étnicos da Nigéria: Hausa, Igbo e Yoruba. Os cabelos e as roupas se baseiam em looks de mulheres africanas.

A marca enfrentou resistência no início.Além da barreira cultural, havia a barreira econômica. “Bonecas são vistas como algo elitista na Nigéria, porque costumam ser caras”, diz o empresário. A solução foi criar produtos com várias faixas de preço: a boneca mais barata, chamada Princesa Naija, é vendida pelo equivalente a US$ 5 (cerca de R$ 11).

No perfil da marca no Facebook, uma mensagem em inglês e em português diz que as bonecas chegarão em breve ao mercado brasileiro. Okoya afirma que está em negociação com uma pessoa que venderia os produtos no Brasil em pequena escala – ele não revela o nome. “Quero enviar o primeiro pedido neste mês”, diz.

No mercado brasileiro, as bonecas negras são minoria, mas alguns modelos podem ser encontrados em lojas de brinquedos.

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Jovem devolve para dona iPhone furtado que comprou pela internet

O analista de marketing Arthur Pacini, de 24 anos, comprou um iPhone 5 através de um site de vendas e ao ligá-lo percebeu que o aparelho era, na verdade, um telefone furtado. A compra foi feita na segunda-feira (25) e, desde então, ele se dedicou a procurar o possível proprietário.

Arthur conta que pouco antes havia perdido o seu celular, um iPhone 5c, em um golpe quando tentava vendê-lo através do mesmo site de vendas online. Para tentar amenizar os danos, ele decidiu procurar um novo iPhone por um valor menor. Voltou, então, ao mesmo site de vendas. “Fui em busca de um mais barato e encontrei esse para vender. Combinei com o vendedor e fui encontra-lo. Verifiquei o aparelho e não notei nenhum sinal de que poderia ser roubado”, explica.

Sem que ele notasse, o homem em questão trocou o produto por outro. “Na hora eu nem percebi. Quando eu fui entregar para a minha namorada, ele não desbloqueava de jeito nenhum. Quando eu finalmente consegui, eu abri e vi que tinham fotos de outra pessoa nele”.

Após buscar por todo o aparelho, ele conseguiu encontrar o email do possível proprietário e o utilizou para localizar a pessoa no Facebook. “Vi que tínhamos dois amigos em comum, então, comecei a mandar mensagem. Depois de um tempo, ela retornou”.

A pessoa em questão era da designer gráfica Evelyn Leine Gargiulo, de 29 anos. Ela havia sido furtada no sábado (23), dentro do ônibus em que estava a caminho do centro da capital paulista. Quando viu a mensagem avisando que haviam encontrado seu celular, não acreditou. “Na hora você acha que é mentira. Liguei para ele e ele me contou a história, eu comecei a chorar”.

O objetivo dela agora é juntar dinheiro para comprar um celular novo para ele. “Eu e uns amigos estamos tentando fazer uma vaquinha online para recuperar o dinheiro que ele perdeu. É o mínimo que posso fazer”

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Para combater o desperdício, restaurante prepara pratos com alimentos que seriam jogados fora

O desperdício é um dos maiores males do mundo. Enquanto uns esbanjam fartura em seus pratos, outros almejam ter o que comer no dia seguinte. A triste estimativa é de que 1,3 bilhões de toneladas de alimentos vão parar no lixo anualmente, representando quase 40% da produção global.

Para reaproveitar a comida em bom estado jogada fora, e evitar o tal desperdício em quantidades absurdas, o inglês Adam Smith e a brasileira de nome gringo Johanna Hewitt, com a ajuda de amigos que se identificam com a causa, fundaram o projeto “The Real Junk Food” (em tradução livre, “a verdadeira comida junk, do lixo”).

E assim nasceu o café Pay As You Feel (em tradução livre, “Pague O Que Você Quiser”), instalado na cidade de Leeds, em Londres, desde o final de 2013, que utiliza apenas mantimentos que continuam bons para consumo e que iriam para o lixo. Como o nome indica, os clientes pagam o quanto quiserem ou acharem justo pelo que estão consumindo.

Ou seja, os responsáveis aproveitam não os alimentos que já foram jogados fora, mas que passaram do prazo de validade e ainda estão totalmente consumíveis, vindos de várias fontes, como supermercados, feiras, restaurantes, entre outros. Tendo isso em mãos, o cardápio varia diariamente, já que é elaborado exatamente com o que há no estoque. O casal também preza por refeições nutricionalmente variadas e equilibradas.

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Professor americano publica conto de fadas com romance entre dois homens

Os contos de fadas terminam muitas vezes com o príncipe salvando a princesa e se casando com ela… Mas este conto tem um final feliz diferente. A princesa é lésbica, independente, e não precisa ser resgatada, e durante a busca, os dois homens se apaixonam e, no fim, acabam se casando numa igreja medieval.

O conto de fadas contemporâneo é narrado no livro infantil “The princes and the treasure” (“Os príncipes e o tesouro”), de Jeffrey A.Miles, Professor da Escola de Negócios da Universidade do Pacífico, na Califórnia, Estados Unidos. Ele teve a ideia há dois anos, enquanto assistia a uma apresentação com um príncipe e uma princesa num parque de diversões. Ao ver os atores cantando e dançando, ele se perguntou porque não existia nenhum príncipe gay nem nenhuma princesa lésbica. “Quando voltei para casa, resolvi criar a minha própria história.”

A aceitação do livro tem sido muito boa e, de acordo com Jeffrey, casais heterossexuais contaram que o livro os ajudou a conversar com os filhos sobre homossexualidade. Já os pais homossexuais disseram que o conto serviu de apoio para falar com as crianças a respeito de seus próprios companheiros.

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Mulher de 99 anos faz um vestido por dia para crianças na África

Lillian Weber, uma simpática norte-americana de 99 anos, que mora no Estado americano de Iowa, é uma costureira de mão cheia. Há três anos, ela conheceu um projeto que auxilia crianças carentes na África e em outros países e resolveu ajudá-las de uma forma inusitada: confecciona um vestido por dia.

A “Little Dresses for Africa” (“Pequenos Vestidos para a África”) é uma organização cristã sem fins lucrativos que distribui vestidos para orfanatos, igrejas e escolas. Ao longo dos últimos anos, Lillian já doou mais de 840 peças e diz que espera chegar ao número 1000 em breve, quando completar 100 anos.

Para fazer os vestidos, ela reaproveita fronhas e sempre acrescenta algum detalhe para torná-los mais especiais. Ela não economiza esforços para personalizar suas criações e deixá-las ainda mais bonitas, alegrando a vida de uma menina no outro continente.

O que torna a história de Lillian ainda mais surpreendente é sua idade, que não a impede de iniciar a produção de um novo vestido todas as manhãs, fazer uma pausa ao meio-dia e terminar no fim da tarde.

A nonagenária costura para para o projeto desde 2011, quando ela e um grupo de mulheres de mais de 80 anos decidiram apoiar a organização. Até agora, o projeto já distribuiu 2,5 milhões de peças em 47 países. Recentemente, Lillian foi indicada para o prêmio “Pay It Forward”, da rede de televisão WQAD.

Via Sandro Proença 

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Livraria Vazia arrecada livros para crianças

O projeto Livraria Vazia, do Natal Shopping, montou estruturas de prateleiras vazias para arrecadar livros de literatura infanto-juvenil, até o dia 30 de julho. O material será doado ao Hospital Infantil Varela Santiago e à Casa Durval Paiva, cuidadora de crianças com câncer.

Todos os dias, a livraria é esvaziada para arrecadar mais doações. Até hoje, a Livraria Vazia arrecadou mais de 160 títulos.

Paralelamente à Livraria Vazia, o local também está realizando a Book Lovers, uma feira de livros infantis com títulos a baixo custo.

O projeto foi inspirado nas ações sociais do Shopping Villa Lobos, em São Paulo.

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