vote na boa notícia do dia como exemplo de inspiração

queridos amigos e leitores do blog, 

um projeto da Boticário seleciona mulheres com projetos inspiradores e mostra a história delas. a boa notícia do dia foi escolhido como uma das opções e vai seguir adiante se for o mais votado! 

clique aqui  ou na foto para ajudar na votação :) 

aquele abraço 

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Garota traduz música para sua amiga surda em festival de música eletrônica

Keelin é ouvinte e Monica é surda e as duas adoram música eletrônica. Elas se conheceram quando foram companheiras de quarto na faculdade e regularmente saem para dançar em festivais de música. Keelin levou Monica à sua primeira Rave no Electric Daisy Carnival em 2013 e a partir daí as duas se tornaram viciadas em Raves. Elas se reuniram em Atlanta mês passado e foram ao TomorrowWorld, até acamparam no local durante o Festival de três dias.

Em um certo ponto da festa Bryan Kearney fez seu remix de Gareth Emery “U”, Keelin então imediatamente se vira pra sua amiga e começa a traduzir a letra para ela em linguagem de sinais americana com uma emoção incrível.

As pessoas não percebem como a linguagem de sinais pode ser expressiva” diz Monica.

Eu quero que o público surdo compreenda a intenção, o afeto e o ponto das letras. Quero expressar isso através da linguagem de sinais, para mostrar a Monica o objetivo das letras e a emoção por trás delas.” diz Keelin.

O amigo delas, Sage Sappho, vendo aquilo, gravou um pequeno vídeo para o Instagram. O vídeo imediatamente se tornou viral!

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Professora paraplégica supera limites e dá aulas em pé com cadeira especial

Quando fez o juramento solene na formatura do curso de pedagogia, a professora Rosileia da Costa Borges, de 39 anos, não imaginava as dificuldades que teria pela frente para continuar exercendo a profissão após sofrer um acidente que a deixou paraplégica. Nesta quarta-feira (15), Dia do Professor, ela tem mais um motivo para comemorar. Há dois anos retornou às salas de aula e com ajuda de uma cadeira de rodas especial consegue até ficar em pé para escrever na lousa da escola estadual Henriqueta Miranda.

Léia, como é conhecida, perdeu os movimentos depois de capotar o carro que dirigia, em 2007. Ela saía de uma fazenda com o filho, então com 4 anos, e os irmãos, e voltava para a casa dos pais, quando perdeu o controle do veículo em uma estrada de Sacramento (MG). “Eu sempre fui enjoada com cinto de segurança, pedia para todo mundo colocar, mas nesse dia eu estava dirigindo numa estrada de terra antes de entrar no asfalto, todo mundo estava conversando, eu nem notei que estava sem cinto e fui arremessada para fora do carro”, conta.

Somente Léia ficou ferida no acidente e precisou ficar 25 dias internada em um hospital de Franca (SP), onde morava na época. O diagnóstico de paraplegia levou seis meses para ser conclusivo.

A volta de Léia às salas de aula ocorreu cinco anos depois do acidente e duas cirurgias.

Com movimentos apenas nos braços, pescoço e cabeça ela utiliza um carro adaptado para dirigir 30 quilômetros entre Sacramento, onde mora, e Rifaina para dar aulas de apoio pedagógico três vezes por semana. Segundo ela, a escola já estava adaptada quando chegou. “Estava tudo pronto, só não tinha quem usasse”.

A cadeira especial que usa, que a permite ficar em pé, custou R$ 20 mil e foi comprada com ajuda de amigos e familiares. O equipamento é necessário também para fortalecer os ossos e órgãos. “Ativa a circulação, fortalece a musculatura e com ela ainda posso pegar livros nas estantes, abrir armário e posso olhar olho no olho”.

Léia afirma que não sofreu preconceitos ao retornar às aulas e é respeitada pelos alunos e professores. “Inicialmente eram alunos menores e senti acolhimento, deles querendo ajudar, empurrar a cadeira, com a motorizada tinha aluno querendo dar voltinha no colo, conto minha história, digo que sou a Léia de sempre, só que agora sobre duas rodas”, afirma.

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Casal adota 12 meninos com HIV

Um casal adotou 12 meninos HIV positivos, abandonados pelas família, e provocou uma verdadeira corrente do bem.

As crianças, entre 7 e 17 anos, têm histórias semelhantes: nasceram com HIV, perderam seus pais, vítimas da doença, e nenhum parente quis ficar com elas.

No início Ajay Sharma e sua esposa, Babita, tiveram dificuldade para alugar uma casa que abrigasse tanta gente.

Quando conseguiram uma residência em Ganganagar, Meerut, na Índia, eles tiveram problemas com vizinhos que, por puro preconceito, rejeitaram a vinda das crianças para o bairro. Mas aos poucos as pessoas começaram a aceitar os jovens.

Logo Ajay Sharma passou a receber apoio de profissionais, comovidos com sua iniciativa. Médicos e professores começaram a ir até a casa, para consultar e ensinar as crianças.

Eu sinto uma onda de energia positiva quando encontro essas crianças. Elas são tão cheias de vida. Só rezo para que a ciência encontre um tratamento viável para esta doença”, diz o Dr. Rajiv Prakash, pediatra que visita regularmente a casa. Há 3 anos, Neema Jain, ensina a eles Hindu, Inglês e Matemática.

Eles são como qualquer outra criança. Alguns deles são realmente brilhantes”, diz ela.

A história inspiradora de Ajay Sharma começou em 2004, quando ele sofreu uma hemorragia cerebral e ficou em coma por 15 dias.

Depois de experimentar um encontro próximo com a morte, ele diz: “entendi a importância de se estar vivo e decidi dedicar minha vida à causa das crianças carentes”.

Sharma abandonou o seu emprego no Governo de Phalawada e começou a ensinar as crianças nas favelas. Em 2008, ele adotou uma criança com HIV, que tinha perdido os pais e depois foi abandonada por parentes.

Na época o menino estava muito fraco e não conseguia vaga em hospitais. ”Minha consciência não me permitia deixar essa criança. Trouxe-o para casa e cuidei dele. Felizmente, ele reviveu”, disse.
Comecei a pensar por que a sociedade é tão injusta para uma criança que está sofrendo não por culpa própria. E resolvi mudar essa atitude.

Naquele dia Ajav prometeu cuidar de outras crianças abandonadas com HIV positivo.

Na casa cada um ajuda como pode, inclusive as crianças. Um recebe os convidados, outro cuida dos sapatos, o mais velho cuida dos medicamentos, supervisiona as atividades na casa…

Sharma é louco por eles. “Eu tenho uma dúzia de filhos e cada um deles é precioso para mim”, diz ele, sorrindo.

Esperamos ter uma casa maior, um dia, em que poderemos manter pelo menos 50 crianças. Elas precisam de nosso amor e não estão recebendo o suficiente neste mundo.

Dica da Erica Ribeiro 

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Casal fica noivo em meio à exposição do MAM e museu quer encontrá-lo

Em meio à exposição “mal-entendido”, da artista mineira Rivane Neuenschwander, que está em cartaz no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), um casal apaixonado noivou-se. De acordo com publicação na página de Facebook oficial da instituição, um homem utilizou um quebra-cabeça da exposição para montar a seguinte frase: “quer casar comigo”. Ao lado, o mesmo quebra-cabeça formando a palavra “sim” anunciava a aceitação da futura esposa.

Porém, quando os responsáveis pela instituição tiveram notícia do caso, o casal já havia saído do espaço. Portanto, o MAM está na busca de saber qual é o casal que ficou noivo durante a mostra.

Quem souber quem é o casal pode acessar a publicação do MAM e “entregar” os futuros Sr. e Sra. “Felizes Para Sempre”.

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Paquistanesa Malala Yousafzai ganha o Nobel da Paz por defender educação para mulheres

A ativista paquistanesa Malala Yousafzai, 17, é a vencedora do prêmio Nobel da Paz de 2014, anunciou nesta sexta-feira (10) a instituição, em Oslo, na Noruega. Ela é a mais jovem ganhadora do prêmio em 112 anos de história. O resultado foi anunciado às 10h (6h, no horário de Brasília). Ela dividirá o prêmio com o indiano Kailash Satyarthi.

Malala foi baleada na cabeça por membros do Taleban paquistanês no dia 9 de outubro de 2012 por defender a educação escolar das mulheres no país. Ela chegou a ficar em coma, mas se recuperou e passou a viver na Inglaterra, onde continua sua militância. Em 2013, quando era cogitada para receber a homenagem, ela chegou a comentar que ainda precisava “trabalhar muito” para merecer o prêmio.

Em setembro daquele ano Malala havia recebido o Prêmio Internacional pela Paz Infantil e passou a ser favorita para o Nobel da Paz.

Em nota, o Comitê do Nobel afirma atribuir o prêmio deste ano a Kailash Satyarthi e Malala Yousafzay pela luta de ambos por direitos fundamentais de jovens e crianças. “As crianças devem frequentar a escola e não ser exploradas financeiramente”, afirmou o presidente do Comitê norueguês do Nobel, Thorbjoern Jagland.

Malala foi vítima de militantes do Taleban aos 15 anos, em 9 de outubro de 2012, na cidade de Mingora, no norte do Paquistão. Dois homens entraram na van que a levava para casa depois da aula, perguntando por ela. Depois de identificada, Malala foi atingida na cabeça. Segundo conta em sua autobiografia, amigas disseram que três tiros foram disparados, acertando ainda outras duas estudantes. No Brasil o livro “Eu sou Malala” foi lançado em outubro de 2013 pela editora Companhia das Letras.

Seis homens foram presos, ainda em outubro daquele ano, por ligação com o atentado. O governo paquistanês condenou o ataque, dizendo que os radicais não venceriam a luta do Estado pelos direitos da população. O Taleban, no entanto, divulgou uma nota afirmando que caso ela sobrevivesse, eles iriam atacar novamente. Um novo ataque, no entanto, nunca ocorreu.

A jovem se tornou alvo após ganhar notoriedade na luta pela educação escolar das mulheres no país. A partir do começo de 2009, aos 11 anos, ela passou a publicar, sob um pseudônimo, através da BBC local, um diário onde denunciava as atrocidades cometidas pelo Taleban contra meninas que iam à escola em áreas sob controle da milícia.

Em janeiro de 2009, o Taleban havia decretado a proibição de meninas frequentarem escolas, fechando mais de 150 instituições femininas e explodindo outras cinco no vale de Swat. Apesar disso, ela continuou seus estudos, sob ameaças.

Após o ataque, um fundo foi criado em seu nome com o objetivo de defender o direito universal à educação. Em jullho de 2013, o líder do Taleban paquistanês, Adnan Rasheed, enviou uma carta à ativista, desculpando-se pelo atentado. (Com agências internacionais)

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O casamento mais lindo que você já viu: Casaval pelas ruas da Vila Madalena

O texto de hoje é uma reprodução do post da Bruna.

E o vídeo que registrou esse lindo momento está aqui

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Sábado, eu e cerca de 300 pessoas vivemos um dos momentos mais lindos da vida: tivemos a honra de participar do casamento da Silvia e do Pablo, um cortejo carnavalesco pelas ruas da Vila Madalena em pleno mês de Setembro. O casal se conheceu na rua e no dia seguinte fundou um bloco de carnaval com uma galera, por isso, não teria outro jeito de celebrar que fizesse tanto sentido.

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A concentração aconteceu em uma praça, onde aconteceu a troca de alianças, e em seguida, ocupamos as ruas em um lindo cortejo até outra praça. Paramos ruas, carros, pessoas e bares com muita alegria e muita música. Antes de contar o que senti, convido vocês a assistirem o vídeo desse Casaval, muitíssimo bem feito pelo Bruno Vergueiro. Vocês nunca viram nada igual, eu juro.

Estar neste casamento me fez pensar em uma série de coisas. Ver a mobilização de tantas pessoas para celebrar o amor foi algo muito forte. Não é fácil testemunhar esses verdadeiros encontros. Não é fácil encontrar alguém que entre em plena sintonia de corpo, alma e planos. Por isso, quando isso acontece, esse amor é digno de ser muito, mas muito comemorado por horas a fio, com dança, música, sorrisos e…amor. Porque, não adianta negar, o amor é o que move o mundo, as praças, as ruas, os corações.

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Todo o casamento foi ideia da própria noiva, Silvia Strass (que faz coisas lindas!). Inclusive, o convite, que tinha confetes e uma bexiga com um papel escrito “me encha de amor”. Ao encher, você encontrava um texto emocionante e as informações. Traje? Livre e leve, óbvio. Igualzinho o amor deve ser.

Detalhes incríveis do casório: as madrinhas foram de “fada-madrinha” com asas, o brinco que a Sil usou foi um presente do pai dela para a mãe de quando ela nasceu, o tênis que ela usou no cortejo foi o mesmo que ela usou quando conheceu o Pablo.

Como a Silvia trabalha com presentes + casamento + ideias, ela pensou em cada detalhe. Bastava ter a pulseirinha para pegar algodão-doce, pipoca, cachorro-quente e cerveja. Sim, até o pipoqueiro nos acompanhou durante todo o cortejo, ao som das batidas da bateria e da voz dos puxadores do bloco.

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A parte que os noivos leram um texto um para o outro…eu queria que vocês estivessem lá para escutar. E na troca de alianças eu consegui me emocionar um tanto mais. A história das alianças: eles noivaram com um fio de barbante, inspirado nisso, fizeram uma aliança oficial com uma “canaleta” que abriga o barbante. Só que eles têm que trocar de tempo em tempo essa linha, então a renovação dos votos é constante. O transitório de todos os dias é que faz o etéreo.

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Via Bernardo Tavares 

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Atacante da Roma marca e comemora abraçando avó na arquibancada

Um gesto doce, inusitado, que emociona!

O atacante Florenzi emocionou os torcedores da Roma neste domingo. Ao marcar o segundo gol de seu time sobre o Cagliari, aos 13 do primeiro tempo, em partida pela 3ª rodada do Campeonato Italiano, o jogador pulou nas arquibancadas do Estádio Olímpico para dar um abraço em sua avó, que acompanhava o netinho em campo.

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Grupo conserta calçadas e placas em São Paulo

Eles reformam São Paulo – fazem pequenos reparos, recolocam pastilhas nas calçadas, ajustam postes de sinalização. O artista plástico Rodrigo Machado, 41 anos, e os cineastas Filipe Machado, 30 anos, e Gustavo McNair, 28 anos, consertam pouco a pouco a cidade e fazem vídeos de suas intervenções.

O projeto Serviços Gerais nasceu em 2011, quando os três conversavam sobre ações que pudessem trazer “alguma reflexão das pessoas para a relação delas com a cidade”, explica Rodrigo.

“Juntamos a capacidade do Rodrigo de lidar com vários tipos de material e ferramentas, nossa vontade de registrar a cidade e a inquietação geral de querer fazer algo por São Paulo”, destaca Filipe.

“Nosso trabalho traz vários questionamentos, tanto sociais como políticos. Queremos um momento das pessoas para repensar sobre sua relação com o espaço público por meio destes pequenos reparos. Isso poderia promover uma verdadeira transformação social”, avalia Rodrigo.

Até hoje, foram feitas 33 intervenções, todas em São Paulo. A de maior visualização foi uma em que o grupo colava pastilhas no calçadão do Viaduto Santa Ifigênia.

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Aposentado do ES estuda com filhos e sonha aprender a ler

Aos 77 anos, o aposentado Jesuíno Xavier de França decidiu voltar a estudar, e agora é o mais novo “queridinho” da escola. Matriculado na mesma turma que a esposa e dois filhos, ele sonha em aprender a escrever o próprio nome e ler a Bíblia.

O aposentado contou um pouco sobre a rotina dele, agora que se dedica somente aos estudos. Ao lado da esposa e com a mochila nas costas, ele chega à sala de aula, onde é sempre muito bem recebido pelos colegas. Com dificuldades para enxergar, o aposentado senta na primeira fileira e conta com a ajuda de uma lupa. No caderno dele, as letras tortas, ainda escritas com dificuldade, revelam a força de vontade do aposentado. “Antes eu pensava em aprender e não conseguia. Agora, como não estou fazendo nada, venho para a escola para ver se aprendo.

De acordo com a professora Sônia André Pinheiro, a presença de Jesuíno é um incentivo para os demais alunos. “Ele tem força de vontade, está estudando muito bem. Para a turma, é gratificante ter a presença dele em sala de aula. Mesmo com dificuldade, ele tem acompanhado as aulas muito bem”, contou.

Na sala de aula, além da esposa, Jesuíno conta com a presença de dois filhos do casal. “É um orgulho ter o pai do lado, estudando. Fico muito feliz”, disse o filho, Antônio César de França.

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Menina sem dedos ganha prótese feita em impressora 3D por R$ 200

Um mão biônica de plástico feita por uma impressora 3D mudou a vida da menina escocesa Hayley Fraser.

Hayley nasceu com um problema de saúde congênito na mão esquerda que a deixou sem dedos. Médicos chegaram a sugerir uma cirurgia que retiraria um dedo do pé para ser usado na mão - mas os país acharam que ela ainda era muito pequena para esse tipo de procedimento.

Pesquisando na internet, os pais chegaram à prótese, feita por uma empresa americana ao custo do equivalente a R$ 200.

Com a nova prótese, de cor rosa, ela pode andar de bicicleta e pintar as unhas.

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Catador de latinhas do ES aprende a ler e escrever aos 78 anos

Não é a toa que Gumercino Sabino é um homem de poucas palavras. Aos 78 anos, o tímido catador de latinhas de Vila Velha, no Espírito Santo, ainda não tinha aprendido a ler e escrever. Incentivado pela vontade de ler a bíblia sem precisar de ajuda, ele se matriculou em um projeto de alfabetização da prefeitura do município e já se tornou o ‘xodó’ da turma. Prestes a completar um mês de aula, o aprendiz já conhece as letras do alfabeto e se arrisca a soletrar algumas palavras. O que Gumercino não sabe é que, mesmo analfabeto, ele já escreve uma bela história.

Gumercino nasceu em São Gabriel da Palha, no Noroeste do estado, e foi para a Grande Vitória na década de 60. Na época, ele já tinha 11 filhos, que criou sozinho após a morte da esposa. Já na terceira idade, o trabalhador lamentava não ter tido a oportunidade de estudar. Agora, aposentado, ele incrementa a renda familiar catando latinhas.

O tempo livre, que gasta com atividades como ir à igreja, deu um empurrãozinho à ideia de frequentar a escola. “Eu ia para a igreja, ouvia o pastor falar e não entendia muito bem. É bom aprender, é bom ler uma bíblia e um jornal sem outra pessoa”, disse. Sem perder mais tempo, ele se matriculou no projeto Educação de Jovens e Adultos (EJA), da Prefeitura de Vila Velha, e frequenta as aulas na Unidade de Ensino Fundamental (Umef) Deputado Mikeil Chequer, em Boa Vista II.

egundo a professora Jucilene Barreira , a dedicação e o empenho do aluno tornam a missão mais fácil. “É um aluno muito interessado, muito querido. Frequenta as aulas, não falta, está sempre de bom humor. Isso ajuda muito no aprendizado”, disse. Mas, para Gumercino, a tarefa de ser alfabetizado ainda encontra pequenos obstáculos. Com bom humor, ele resume o que já aprendeu: “As letras eu já conheço, o difícil é juntar”, conta, com uma risada tímida.

A redução do analfabetismo é um projeto prioritário da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Secretaria de Educação de Vila Velha. Como Gumercino, os moradores do município que ainda não tiveram a oportunidade de estudar terão essa nova chance através do Projeto Brasil Alfabetizado (PBALFA).

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Pedreiro pedala 42 quilômetros todo dia para cursar Direito no ES

Para estar cada vez mais perto de realizar um grande sonho, o pedreiro Joaquim Corsino dos Santos pedala, diariamente, entre Cariacica, onde mora, até Vitória, onde fica a faculdade de Direito em que ele estuda. A distância, cerca de 21 quilômetros entre um município e outro, não desanima o estudante. Gastando mais de uma hora para chegar à faculdade, agora ele decidiu largar o trabalho para focar nos estudos. “É meu sonho, e chegarei lá”, garante.

Joaquim nasceu em Tarumirim, Minas Gerais. O pai, Agenor, e a mãe, Ana Clara, eram trabalhadores rurais. Ele contou que quando mais novo ajudava a família na roça, mas sempre sonhou alto. “Não queria aquela vida para mim. Queria mesmo era estudar”, contou. Com mais de 20 anos, ele terminou o curso técnico de Administração. Segundo ele, na época, precisou trabalhar e passou anos sem estudar

Em 1980, Joaquim tentou vestibular na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), para Ciências Contábeis, e não passou. Depois disso, ele foi trabalhar como auxiliar de pedreiro e, mais tarde, como pedreiro, ganhando um salário melhor. Mesmo assim, nunca abandonou o sonho de ser advogado. “Passei a guardar parte do que ganhava para pagar uma faculdade de Direito. Ao todo, em toda a minha vida de trabalho, consegui juntar uns R$ 50 mil”, disse.

Segundo ele, o trajeto feito entre a casa e a faculdade dura mais de uma hora. Além da distância e do cansaço, ele ainda teve que enfrentar outros contratempos. “Saio de casa, de bicicleta, para estudar à noite, e levo quase uma hora e meia só de ida. Há uns seis meses, roubaram uma roda bicicleta, e tive que voltar de ônibus”, contou.
Focado no futuro, ele contou que parou com o trabalho para se dedicar ao sonho. “Agora, decidi dar uma parada no trabalho só para estudar. Adoro ler a Constituição Federal. Meu sonho é concluir o curso, tirar minha carteira da Ordem dos Advogados e passar em concurso para ser delegado de polícia. É meu sonho, e chegarei lá”, finalizou.

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Apaixonado misterioso espalha faixas com música de Marisa Monte para se declarar

Dos acordes de Marisa Monte para uma rua de Barbacena: um apaixonado misterioso decidiu se declarar espalhando faixas com a letra de uma das músicas da cantora carioca pela cidade da região central de Minas Gerais

Ao todo, 23 cartazes foram colocados nas árvores ao longo da via com a canção “A sua”, lançada em 2001 por Marisa

A pergunta que intriga os moradores é quem foi o autor ou autora das declarações. Outro detalhe também tira o sono dos curiosos que passam admirados pelos cartazes: para quem eles foram feitos?

Segundo os moradores da rua, as faixas foram colocadas de madrugada, para dificultar um flagrante

A declaração apaixonada dividiu opiniões. Para uns é “perda de tempo”. Para outros, apenas mais uma prova de amor.

Via Guilherme Boaceff 

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Presos tomam conta de mulher de 102 anos

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Filha de um fazendeiro de Pelotas (RS), Maria Ribeiro da Silva Tavares deixou o pai de cabelo em pé quando decidiu gastar toda a herança de viúva para levar presos de alta periculosidade para viver em sua própria casa, ao lado do filho pequeno.

 Maria já trabalhava como voluntária no Presídio Central de Porto Alegre, quando perdeu o marido. Em 1936, aos 24 anos de idade, conseguiu convencer a direção do local a dar abrigo a 36 presos.

 No primeiro dia fora do presídio, antes de iniciarem o trabalho que ela conseguiu para todos em obras da prefeitura, Maria concedeu a eles um privilégio: eles poderiam visitar a família, desde que voltassem à tarde. Nenhum deles fugiu.

Hoje, 78 anos depois, a assistente social de 102 anos continua morando no local em que 63 homens cumprem pena do regime semiaberto.

 A maioria deles tem entre 35 e 45 anos e foi condenada por tráfico de drogas e homicídio. A taxa de fuga é considerada baixa, em média uma por mês, principalmente porque não há grades nem celas no local.

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Doze anos atrás, Roberto Sotello era um dos candidatos a viver no patronato. “A direção [da época] não me aceitou. Diziam que eu era muito perigoso. Mas ela argumentou que a casa não era para os santinhos”, lembra ele, que desde então atua como cuidador da idosa.

No último “veraneio”, como os gaúchos chamam as férias de verão, ele levou Maria para acampar com sua família durante cinco dias na lagoa dos Patos (RS). Mesmo de cadeira de rodas, ela tomou banho no rio.

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Quando Sotello não está por perto, os outros “anjos”, como ela chama os presos, tomam conta de Maria.

Em uma ocasião, ela levou os criminosos para trabalhar na fazenda de uma amiga, entre eles um condenado por estrangular várias mulheres. Durante a noite, ao sair do quarto, encontrou quatro presos dormindo em frente ao aposento para protegê-la. O episódio foi relatado no “Jornal do Brasil”, em 1974.

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Prestes a completar 103 anos, em novembro, Maria está lúcida, mas ouve mal e se locomove principalmente em cadeira de rodas.

“Não existem criaturas irrecuperáveis, mas métodos inadequados”. É assim que Maria iniciou seu trabalho de conclusão de curso de Serviço Social pela PUC-RS. Publicado originalmente em 1948, a pesquisa sobre o sistema carcerário foi republicada em 2013 pela Ajuris (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul), em um seminário em sua homenagem.

No trabalho, Maria descreve a “metodologia” de tratamento dos presos, baseada em confiança, diálogo e respeito. Maria aponta entre as principais “causas de delinquência” os “lares desajustados” e recomenda como tratamento preventivo o “amparo à família, reajustamento do lar e assistência à infância”.

Dica do Guilherme Boaceff e do Ricardo Melo 

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Update 23/9/2014 - 11:35

Uma leitora informou ao blog que infelizmente Dona Maria faleceu neste domingo. Sua história será lembrada com carinho.